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Terça-feira, Outubro 28, 2008
Estou muito, mas muito cansada mesmo. Acho que entramos numa neurose de produtividade, de ter que ter cursos, trabalhar loucamente, estar sempre em forma e bonita que está tornando viver um fardo.
Eu gosto da minha vida, mas estou muito cansada mesmo. É trabalho, é corrida e capoeira, é pós-gradução, é frila pra fazer de madrugada... Estou ficando estabanada, com memória ruim. Hoje meu pai estava na minha frente e não o vi. Ele ficou rindo de mim. Ando derrubando e derramando coisas de um jeito que parece comédia pastelão. Vejo um filme agora e amanhã já esqueci quem eram os personagens.
Será que vale a pena? Mas como eu faço pra sobreviver de outra forma? Meus pais não me ajudam, o mercado é mega competitivo, tem que preocupar com a imagem.
E para piorar, eu não tenho tido tempo de me divertir, nem disposição. Meus amigos se mudaram de cidade (todos eles!).
Sinceramente, não está dando para viver assim não.
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2:17 PM
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
Aeee!! Estou feliz!!! Vou participar da minha primeira corrida. Uhuuu! No finalzinho do ano passado, resolvi que iria correr. Bom pra saúde, pro corpo e dá bem-estar danado. Além disso, é prático: não paga nada, não precisa de outras pessoas e não tem horário. No começo, ainda tinha o benefício de ser rápido (eu corria pouquinho...).
Enfim... Comecei. Corri durante 2 meses, chegando à marca de 4 km. E parei. Frio de outono e depois inverno, eventos de capoeira e fim do namoro. Agora há 2 meses voltei a correr e dos 4 km já estou em 9 km, que corro em 56 minutos. Imagina a minha empolgação! A empolgação me faz querer mais, aí eu corro mais e fico mais empolgada. E lá vai uma bola de neve de coisas boas.
O tempo ainda está meio lento, mas estou mais preocupada em correr muitos quilômetros do que correr rápido. Com a minha resistência e força aumentando, vai ficar mais fácil correr mais rápido, imagino.
Agora combinei com meu namorado de correr uma tal de Woohoo, que são 10 km na Lagoa da Pampulha. Meu sonho dourado é correr a Volta da Pampulha (18 km) e estou me dedicando muito para conseguir a tempo (a Volta é no início de dezembro).
Minhas táticas são:
1) Correr essa Woohoo e outras corridas que aparecem para entrar no clima.
2) Continuar correndo 3 vezes por semana, aumentando 1 km de duas em duas semanas.
3) Comprar um tênis bom. O meu é fudidão e não é pra isso. Olha a dica pro meu aniversário aí (é caro, mas vai que eu tenho um leitor rico e generoso e não tô sabendo...).
4) Comprar um relógio para medir meu tempo. Dica de presente 2 (tem que ter cronômetro, ser esportivo e bonitinho).
Tomara que eu consiga... Me dêem dicas e palavras de motivação, por favor!
PS: meu aniversário é quinta que vem
PPS: mudei de emprego, explico melhor depois
PPPS: credo! fiquei um mês sem escrever! que horror! será que eu ainda tenho leitores?
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11:16 AM
Segunda-feira, Agosto 25, 2008
LENDAS URBANAS DAS MINHAS REDONDEZAS 2
A parte 1 foi há muito tempo. Falei, na época, da mulher do pão de queijo e do idiota da van. Agora lhes apresento:
1) O BALEIRO TARADO
Eu moro em frente a um colégio. E na porta de tal instituição de ensino fica um cara vendendo balas, que, ao contrário da maioria dos baleiros, não tem o apelido de Pelé. Ele é velho, barbudo (barba branca) e barrigudo; mas o que o leva a ser uma lenda urbana e não apenas um mero baleiro é seu nojentíssimo olhar tarado.
Não adianta. Eu atravesso a rua antes para não topar com ele todos os dias, porque quando qualquer ser do sexo feminino passa pela frente dele, ele cumprimenta "ei, gatinha", acompanhado do olhar mais tarado e nojento de todos os tempos. Já percebi também que não sou a única que adota estratégias para fugir do olhar tarado nojento. Disgusting!
2) O CORREDOR ETERNO
Várias vezes estou andando lá perto de casa, ou às vezes nem tão perto assim, e passa por mim um cara praticando corrida, com aquelas blusas com número e tudo.
Eu o vejo com frequência, nos mais variados horários, e sempre correndo. No começo pensei que eu podia estar imaginando o cara (uma coisa assim meio John Nash), mas perguntei para outras pessoas e várias o veêm também, e sempre correndo. Fiquei imaginando se ele não é o espírito de um cara que corria por ali sempre e morreu atropelado ou coisa do gênero, ou se jogaram uma maldição sobre ele que o obriga a correr sem parar até que alguém se apaixone por ele ou ele descubra o segredo da vida.
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10:04 AM
Quinta-feira, Agosto 21, 2008
Alguns atos falhos são difíceis de perceber e analisar, outros nem tanto. Eu caí em um bem óbvio repetidas vezes nas últimas semanas. E tem lugar melhor para ter atos falhos do que em um consultório de psicologia?
Há umas 3 semanas, as minhas sessões de terapia vinham sendo meio esquisitas. Eu saía de lá mais confusa do que entrava e cheia de raivas e mágoas. Toda hora que eu ia falar o nome da minha psicóloga, eu quase soltava o da antiga (a picareta, lembram?). Eu ficava tentando entender por que fazia isso.
A sessão de ontem foi fantástica. Muito boa mesmo. Saí de lá me sentindo super iluminada. Ela me falou umas coisas que eu fiquei chocada de tão reveladoras, possibilidades que eu nunca imaginei. Enfim, foi ótimo. E de repente, voltei a chamá-la pelo nome correto. Bem óbvio, não?
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5:09 PM
Terça-feira, Agosto 19, 2008
E não é que meus problemas de auto-estima se levantam da cova para me incomodar...
Achei que tinha resolvido isso tudo. Achei que tinha enfrentado a imagem distorcida que eu tinha de mim mesma. Inteligente, eu sempre me achei, mas me achava chata e feia. Depois fui ficando mais bonitinha e fui percebendo como as pessoas gostam de mim. Portanto, fui firmando na minha cabecinha neurótica que eu sou bonita e legal.
Mas agora surge tudo novamente e eu estou com uma dificuldade gigante pra perceber se meu juízo de mim mesma atualmente vem 1) da minha neurose, 2) da realidade ou 3) do jeito que me sinto com meu namorado (sim, eu voltei, depois de tudo).
Fica tudo tão complicado porque eu ando estressada, eu exijo muito de mim mesma, e eu me aventuro em mil coisas ao mesmo tempo. É o trabalho, os frilas, a pós-graduação, a capoeira, a corrida (cismei de correr agora e estou me dedicando loucamente), minhas leituras (estou lendo Dom Quixote agora), namoro e amigos. Pra piorar, eu preciso dormir umas 8 horas por noite pra funcionar, o que é muito. E ainda tenho que me preocupar em estar bem vestida, com o cabelo bonito e unhas feitas, em ficar magra, em juntar dinheiro. Saco!
Aí fico desse jeito. Queria fazer mais coisas, mas não dá tempo. Tô sempre cansada e com preguiça. Aí me acho preguiçosa e burra. Fico pensando que todo mundo hoje em dia faz um monte de coisas e é feliz. E que só eu fico reclamando e cansada.
Entra então meu namorado em cena. Ele me corrige muito, é meio rude e raramente concorda comigo sobre qualquer assunto. Raramente mesmo. Além disso, ele acha capoeira ridículo e faz questão de falar mal o tempo todo. Fica falando que tambor não é música e não sei mais o que. Ele me dá bronca quando me empolgo com algum assunto e falo alto. Tudo que eu falo meio despretenciosamente, ele pega e começa a analisar e a refutar, como se eu tivesse diante de uma banca na minha defesa de mestrado.
Eu me sinto vigiada, tenho medo de falar qualquer coisa pra não entrar numa discussão ou pra não ser criticada. Eu me aventuro nas coisas que ele gosta: correr, jogar xadrez, conversar sobre a faculdade dele. Mas claro que, como são as coisas dele, ele me supera nelas. Como ele rejeita tudo que eu gosto: capoeira, seriados, os livros que eu leio, meus amigos; eu acabo me sentindo toda errada.
Mas então entram as grandes questões: ele que está errado ou é minha neurose? Eu tinha que ser mais segura? Eu evito conversar com ele sobre qualquer coisa para não me sentir mal ou falo um foda-se para o opinião dele? E a maior de todas elas: eu devo namorar com alguém que me faz eu me sentir assim ou isso que está se passando independe de namorado e é coisa da minha cabeça?
E o pior é que quando eu fico triste porque ele age da forma lá dele, ele fala que eu levo para o lado pessoal, e que nas discussões ele não está sendo agressivo, mas sim sem modos.
Eu realmente estou a um ponto de enlouquecer. Choro toda hora. Não sei o que pensar.
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8:18 AM
Terça-feira, Julho 01, 2008
A vida continua cruel, mas eu estou super bem. Hehehe... Para conseguir chegar nisso e manter meu feliz e esperançoso estado de espírito, estou utilizando algumas táticas:
1) Fazer terapia: estou analisando meus sentimentos, a psicóloga me incentiva, saio de lá feliz achando que tudo tem jeito.
2) Sair com amigos: para comer, para ver filme, para o bar da esquina, o que for... Conversar (sobre outros assuntos que não fim do namoro também, por favor), rir, relaxar e ganhar carinho, amor e atenção.
3) Chamar o ex de ex, despersonificando-o.
4) Evitar de falar do ex e pensar. Quando for inevitável, pensar nas coisas ruins: ele tá na faculdade ainda, é um louco imaturo, não tem dinheiro pra nada, não tem ânimo pra nada, ciumento maluco, fazia torturas psicológicas comigo etc.
5) Pensar nas possibilidades que o mundo me apresenta (não só de conhecer outras pessoas, mas de fazer outras coisas e tudo que pode acontecer nesta vida danadinha nossa).
6) Curtir outras atividades: capoeira, amigos, trabalho, pós-graduação.
7) Respeitar quando tenho recaídas, mas tendo em mente que são apenas recaídas e que vão passar, ao invés de ligar pra ele, mandar mensagem etc.
A vida é cruel, mas é cheia de coisa boa também.
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12:27 PM
Sexta-feira, Junho 06, 2008
A vida pós término é muito cruel. Altos e baixos. Uns dias bem e animada com as possibilidades que a vida tem a me oferecer. Outros na lama, morrendo de saudade, achando que nunca vou encontrar alguém que eu vou amar como ele. E o erro clássico dos recém-terminados: fuçar o orkut do outro. Aí eu morro de ciúmes, choro, me descabelo e acabo ligando pra ele. Uma grande porcaria ser tão impulsiva.
O que eu faço da minha vida?
Sacoooooo!
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12:29 PM
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Estou muito, mas muito triste. No fundo do poço. Na lama.
Sinto tanta falta do meu ex namorado que chega a doer. Eu não tenho mais vontade de fazer nada, só ficar deitada, quietinha, chorando. Ou então ligar pra ele. E a gente fica nessa: troca mensagens diariamente, manda emails, ligamos um pro outro...
Parece um mundo muito injusto, sabe? No qual duas pessoas que se amam não conseguem ficar juntas e felizes.
Me dá muita raiva. Me dá muita raiva ter sido criada acreditando naquelas baboseiras que nos dizem os filmes e livros de romance. Me dá raiva esperar isso do mundo real e nunca conseguir, simplesmente porque isso não existe mesmo. Não existe um Mr. Darcy, não existe aquela amor que vence barreiras. Isso simplesmente não existe.
Eu não aguento mais viver neste mundo individualista, com pessoas egoístas. Eu não aguento mais sentir medo e me sentir sozinha. Eu não aguento mais me decepcionar. Eu não sei o que eu faço mais. Estou no mais profundo desespero e angústia.
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7:59 AM
Segunda-feira, Maio 12, 2008
Meu namorado terminou comigo.
Na verdade, foi meio que um consenso, pois não estava dando mais. Mas eu tô me sentindo tão triste... Quando você vê uma coisa dessas acontecendo, dá raiva de viver, sabe? Um sentimento tão bonito, tão recíproco, e a gente não soube lidar com as diferenças. Ele não quis nem tentar mudar suas atitudes e as formas de lidar com isso fugiram do meu controle. Nossa primeira briga e acabou...
A gente vive num mundo cada vez mais individualista. Mas isso me parece tão sem sentido... Para que trabalhar, ter dinheiro, ter saúde, ter um corpo legal? Você fica feliz consigo mesmo. Fica orgulhosa. Mas e daí? Sou romântica, eu sei, e até meio emo (huhahahahaha). Mas do que vale uma vida de realizações sem amor?
Lembrei de uma frase que ouvi uma vez: "O amor é um truque da natureza para nos fazer procriar". Não sei se rio disso ou se choro.
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8:37 AM
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Eu quero trabalhar e contruir uma carreira. Quero estudar e me aperfeiçoar. Quero aprender coisas novas. Quero guardar dinheiro para comprar um apartamento. Quero fazer uma pós-graduação.
Mas quero também ler. Quero dormir. Quero ver TV. Quero ver filmes bobos. Quero ver filmes inteligentes. Quero nadar. Quero dançar. Quero cantar e gritar alto. Quero jogar capoeira. Quero correr. Quero passear na praça. Quero visitar meu afilhado. Quero encontrar meus amigos. Quero sair. Quero comprar. Quero jantar fora. Quero tomar sorvete. Quero tomar sol. Quero jogar xadrez. Até bater papo no MSN eu quero. Quero escrever cartas. Quero comer. Quero beber. Quero ficar bêbada. Quero massagem. Quero escrever. Quero ficar bonita. Quero gastar. Quero ir a pé para casa.Quero amar. Quero ser amada. Quero ser loucamente apaixonada. Quero querer muito, com toda a minha alma. Quero declarações de amor exageradas. Quero presentes. Quero mensagens no meio da noite.
Quero muito. E não quero me contentar com pouco. Eu quero tudo que eu quero.
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3:54 PM
Quinta-feira, Março 20, 2008
Estou mega ultra super irritada. Terça, na capoeira, um cara sem noção total me acertou um golpe no supercílio. Doeu horrores, inchou horrores, machucou horrores. Colocaram gelo e tudo, mas fiquei ontem o dia inteiro sem conseguir abrir o olho esquerdo. Hoje eu já abro, mas tá feio, inchado e roxão. Fico andando de óculos escuros por aí. Mas o post não é sobre isso. É sobre como as pessoas conseguem ser a pain in the ass.
Sério! O que que todo mundo tem a ver com a minha vida? Que necessidade toda é essa de saber coisas idiotas como: machuquei meu olho na capoeira. Que diferença vai fazer essa informação na vida da pessoa? Eu estava com um tampão e todo mundo, absolutamente todo mundo, desde o pessoal do trabalho ao porteiro do prédio e motorista do ônibus, achou que era legal perguntar o que aconteceu.
Não tem coisa mais irritante! Nas primeiras vezes, achei até simpatica a preocupação das pessoas. Mas depois de repetir "machuquei na capoeira" pela 4354356 vez, e de ter que responder ainda quando eles perguntam detalhes (que saco!), e o pior que é ouvir as piadinhas: "procura a delegacia de mulheres", não há bom humor que aguente. No fim, tava com vontade de mandar todo mundo tomar no #$%#$%. Afe...
Odeios as pessoas.
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10:43 AM
Quarta-feira, Março 12, 2008
AS COMPRAS INFINITAS
Já reparou como você sempre está precisando comprar alguma coisa? Juro que eu estou ficando estressada com isso. Cada vez que eu acho que "pronto... agora já comprei o que eu precisava", pipoca outra necessidade daquelas bem necessárias mesmo. E lá vou eu bater perna em loja e gastar dinheiro.
É roupa pra ir trabalhar (tem que impressionar), roupa pra sair, sapato pra ficar chique no trabalho, bolsa, produtos de beleza (precisa explicar?), produtos de banho, remédios, escova de dente, biquini, carteira, óculos escuros, perfume, bota pra ir trabalhar, calça de ginástica, blusa de frio, casaquinho chique de frio... E isso é uma lista verídica das coisas que eu levantei dois meses atrás que eu precisava.
Já comprei os mais urgentes. Mas até comprar a lista toda, o primeiro da lista já ficou velho e tá na hora de comprar de novo. Argh! Aí lá vai a Ayane de novo arrumar tempo para caçar lugar pra comprar, gastar rios de dinheiro...
PS: Adoro fazer compras!
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4:26 PM
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Hoje eu acordei tão, mas tão de bom humor (engraçado começar um post com "hoje eu acordei", parece diário de adolescente)! Impressionante o que uma simples noite bem dormida e acordar sem querer morrer só pra não ter que levantar fazem pela disposição do ser humano (não sei de todos os seres humanos, mas neste caso estou falando de mim).
Bom... Agora que eu escrevi isso, relendo parece meio óbvio. Mas juro que estou muito impressionada. Não é simplesmente a falta de sono, é uma disposição, uma vontade de sair por aí feliz, saltitante e cantando. Sinto que eu posso fazer qualquer coisa, que o mundo é cheio de possibilidades.
Claro que o sol lindão brilhando também ajuda. Como alguém pode ser tão influenciada pelo clima atmosférico, não? Eu sou muito! Se o dia está feio, fico toda melancólica, angustiada, achando que está tudo errado na minha vida. Já se o dia está lindo, tudo parece tão simples, bonito e fácil de resolver.
Análises a parte, estou muito feliz... por estar feliz. Olha que ciclo interessante! É praticamente uma bola de neve de felicidade. Aliás, como será que seria meu humor na neve, hein?
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8:46 AM
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Ironias da vida...
Há alguns dias prometi para mim mesma que ia escrever todo dia, qualquer bobagem que fosse, desde que não fosse coisa de trabalho. Um exercício para minha cabeça, minha criatividade, meu auto-conhecimento e para mais um tanto de coisas. Realmente eu estou escrevendo, mas só sai coisa ruim. Um horror! Já comecei mil frases, algumas eu até termino, mas não consigo chegar a um parágrafo. Aliás, nem vou reler isso que estou escrevendo agora, pois vou achar ruim e deletar tudo com uma cara de nojo.
Trabalho como redatora. Sou um sucesso. Todos adoram o que eu faço e reconheço que sou boa mesmo. Mas ironicamente é trabalhar escrevendo que tem me atrapalhado a escrever.
Acho que perdi a sutileza. Trabalhar escrevendo para empresa faz isso. Estou escrevendo num estilinho tão fechado, caretinha e limitado. Tão sem graça, objetivo, cheio de manias e jargões de negócios. Argh... Tenho que me libertar. Preciso!
Vou continuar escrevendo todo dia. Mesmo que seja um textinho idiota desses.
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3:03 PM
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Agora vamos às resoluções de 2008. Este ano resolvi fazer uma lista de resoluções bem realista e alcançável. Aí vai ela:
1) Correr a volta da Pampulha
Comecei a correr este mês, correndo 1,5 km e agora já estou correndo 4 km. Sendo que a volta são 18 km, acho que chego lá até o final do ano.
2) Acabar com as celulistes
A corrida já ajuda, não é? E estou em busca de novas opções.
3) Duplicar minha poupança
Cortando gastos, fazendo mil frilas (já estou no caminho) e economizando horrores. O objetivo principal é comprar um apartamento em 2009.
4) Ser uma boa jogadora de xadrez
Praticar horrores.
5) Ler muito
Já faço isso, mas resolvi que vou ler menos bobagens e mais coisas cultas que sejam legais (não vou ler coisas cultas só por serem cultas). Ah! Depois de ler, vou pesquisar sobre o autor, a obra e tudo o mais.
6) Ver muitos filmes
Fazer igual com as leituras.
7) Começar uma pós
Neste primeiro semestre vou definir o rumo da minha carreira (mudei de posição este mês aqui na empresa) e no segundo eu procuro uma pós.
8) Estar sempre bonita
Andar SEMPRE bem vestida (lutar contra preguiças ocasionais), trocar de bolsa com mais frequência (geralmente eu tenho preguiça de ficar trocando), comprar sandálias e sapatos (ando meio fraca deles) e acessórios (uso pouco, posso melhorar). A corrida já ajuda a manter o físico, vou continuar a investir no meu cabelo e na pele.
Estou super empolgada e já colocando em prática minhas resoluções. Uhuuuu!
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8:50 AM
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Acontece, fazer o quê?
Angel Boy
Bruno Motta
Coração na Boca
Conhaque com Cereja
Cristiano F.
Liliane Prata
Lud & Leo
Meu Emagrecimento
Para Pensar
Reflexões...
Rindu
Tati Calvacanti
Unashamed of the life I lead


Eu sou a Ayane. Acabei de fazer 26 anos, o que me torna oficialmente uma pessoa adulta. Apesar disso, me sinto ainda com 20 anos (às vezes até 18). Trabalho como redatora de Ensino à Distância e faço bicos como revisora e jornalista. Adoro meu trabalho e sou realmente muito boa no que faço. Faço capoeira há alguns anos e sou apaixonada. Viciada mesmo. Sou viciada também em chocolate.
Adoro ler, ver TV e cinema. Eu me transporto mesmo para o mundo da ficção. Odeio luz acesa durante o dia porque dá ar de decadência. Odeio que encham meu saco por causa de assuntos relacionados com sono (porque eu dormi demais, ou porque cochilei no ônibus ou numa palestra, odeio!). Não tenho a menor paciência com gente lerda, que não entende piadinhas nem referências culturais.
Sou muito ansiosa e maluca. E dizem que eu sou bem carismática (mas eu não acredito por causa da minha baixa auto-estima). Sou muito boazinha, mas sarcástica em certos momentos.
Não faço nada escondido, pois não me envergonho dos meus atos. Tenho um gosto musical maluco, que vai desde Britney Spears e trilhas da Disney a forró e música clássica.
Meus amigos são um bando de malucos (não estou falando de doidinhos, mas de malucos mesmo), mas amo todos eles. Minha família é bem divertida e unida, e eu moro com eles (já tentei sair de casa, mas não gostei da experiência). Conheço muuuuita gente e sei de apenas três pessoas que me odeiam abertamente. Até que estou bem, não é?
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